A Formula1 e suas histórias

Qualquer dia desses algum fã da Fórmula1 relembrará em um bate-papo qualquer um dos momentos históricos da categoria. Vai lembrar da decisão mais empolgante e angustiante da história, entre Massa e Hamilton em Interlagos no ano de 2008. Vai lembrar de Ayrton Senna em San Marino, no fatídico 1º de Maio de 1994. E que no mesmo fim de semana Ratzenberger também teve acidente fatal, e que Barrichello teve outro acidente gravíssimo onde sua Jordan voou contra a parede de pneus após tocar a zebra em uma das curvas do circuito italiano. Pode se recordar também do GP da África do Sul em 1983 quando Riccardo Patrese venceu, mas quem fez a festa foi Nelson Piquet, que após o abandono de Prost, pôde chegar tranquilo em 3º e conquistar o segundo de seus três títulos mundiais. Enfim possivelmente vai lembrar também “daquela vez que a Honda montou uma equipe que não deu certo, quis fechar a escuderia quando veio uma crise pesada na economia mundial, mas no fim largou tudo na mão do chefe da equipe, Ross Brawn. A equipe ficou com o nome de Brawn GP. Ninguém acreditava que daria certo e que correria pra decidir se o lanterna do campeonato seria o seu piloto número 1 ou o número 2. Mas aí, depois de conquistarem a sobrevivência, nos primeiros testes que enfim fizeram na pré-temporada ficaram entre os primeiros e até lideraram. Todo mundo disse: Será? Mas então começaram a lembrar também que Ross Brawn e sua equipe já vinham preparando o BGP001 desde os primeiros tempos da temporada de 2008 pois o Honda não ia dar em nada. Chegaram os testes livres no 1º GP da temporada, e correram na frente de novo, e todo mundo falou: Será mesmo? Aí chega o sábado e os dois carros se encaixam na primeira fila pra largarem no domingo. E a massa enfim se rende: É, são bons mesmo, vamos ver amanhã.”

O domingo chegou. E Jenson Button venceu. E Rubens Barrichello completou a dobradinha. Sensacional. Dia 29 de março de 2009, um dia para ficar na história da equipe e da Fórmula1. A Brawn GP estréia na categoria e vence o GP da Austrália de 2009 colocando os seus dois carros nas duas primeiras posições. Tal fato havia ocorrido apenas mais uma vez na história, quando Juan Manuel Fangio e Karl Kling colocaram a Mercedes na ponta do GP da França de 1954.

Após três meses de incertezas a Brawn torna-se o time a ser batido. Barrichello chegou a ser “aposentado” por diversas pessoas ligadas à Fórmula1. Os funcionários praticamente se conformaram com o desemprego que se aproximava. Button após ter uma vaga assegurada para correr em 2009, derrepente se viu sem carro para continuar na categoria. Hoje festejam!



Trulli completou o pódio, mas após a corrida recebeu punição por ultrapassar ilegalmente Lewis Hamilton com o safety car na pista e teve 25s acrescidos em seu tempo de corrida. Despencou para a 12ª posição e Hamilton herdou a posição. O inglês, atual campeão mundial, fez grande prova. Após largar na 18ª posição ultrapassou os adversários e conquistou 6 pontos. “Fizemos o melhor que podíamos. Nós permanecemos juntos, colocamos nossas cabeças para pensar. Esse resultado só mostra o verdadeiro espírito da equipe. Eu estou muito, muito orgulhoso. Estou muito feliz com esses pontos” - afirmou o piloto, em entrevista à emissora britânica BBC.

Felipe Massa largou muito bem. Logo no início ultrapassou Barrichello, que teve problemas e largou muito mal. Em seguida deixou Kubica pra trás e três curvas depois realizou ultrapassagem em cima de Nico Rosberg também, posicionando-se em 3º. Estava bem porém da 46ª volta abandonou a prova devido à quebra na suspensão dianteira. Massa e Melbourne não se dão bem. Sua melhor participação na etapa até hoje foi um sexto lugar, em 2007.

Nelsinho Piquet abandonou antes, na 24ª volta. Após a saída do safety car da pista, o brasileiro perdeu a traseira de seu carro na relargada e acabou atolando na caixa de brita. “Não sei se isso apareceu na transmissão, mas disse que estava com problemas de freio desde o período com safety car. Na relargada, com a freada forte, o carro perdeu pressão” - explicou, em entrevista à TV Globo.

Kubica tinha desempenho melhor que Vettel e pressionava em busca do 2º lugar. Faltando 3 voltas para o fim o polonês o polonês não teve a devida paciência e tentou o bote. Ele e Vettel se tocaram e ambos perderam a asa dianteira. Barrichello, agradecido, se beneficiou e garantiu a dobradinha para a Brawn.

Button (10 pontos), Barrichello (8), Hamilton (6), Glock (5), Alonso (4), Rosberg (3), Buemi (2) e Bourdais (1) formaram a zona de pontuação. A Brawn libera o mundial de construtores.

A próxima etapa é já no próximo fim de semana, dessa vez na Malásia.

Comentários