A Copa do Mundo é nossa
Dentro de alguns minutos, às 15h30 a FIFA anuncia oficialmente, em Nassau, Bahamas, as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. O São Paulo Futebol Clube prepara uma grande festa para o que deverá ser o anúncio da capital paulista como uma das sedes escolhidas, o que supõe que o seu estádio receberá os jogos da cidade. Porém por trás do anúncio circulam diversos boatos, alguns com fundamento, outros totalmente sem fundamento que não levam em conta um cenário macro e limitam-se a analisar a situação apenas pelo panorama atual, sem considerar todos os aspectos envolvidos na realização de uma Copa do Mundo, o que vai extremamente além da esfera esportiva.
Dentro dos boatos inimagináveis está o de que a cidade paulistana não receberá jogos da Copa do Mundo. Um absurdo com certeza. Se a cidade que tem a maior infraestrutura do país, com 42 mil quartos de hotel, 12.5 mil restaurantes e 32 mil táxis, além de 17 centros com certificação internacional na rede hospitalar, sendo dois deles (Albert Einstein e São Luiz) a cinco minutos do estádio favorito à escolha, o Cícero Pompeu de Toledo, não tiver capacidade de se adaptar-se às exigências da FIFA, os organizadores da edição brasileira do torneio podem começar a comprar os seus remédios para dor de cabeça. O projeto de ampliação de infraestrutura da cidade, que considera um investimento de R$27 bilhões, inclui o facilitamento do acesso ao estádio do Morumbi através do projeto de expansão do Metrô, o término do Rodoanel, a criação de estações de trem até os aeroportos de Cumbica e Congonhas, além do prolongamento de avenidas da zona sul e construção de túneis, como o que ligará a Rodovia Raposo Tavares à Marginal Pinheiros.
Dificilmente haverão outras cidades com melhor preparação para o evento do que a paulistana, e dessa forma, imaginar que doze cidades estarão melhor preparadas é no mínimo falta de coerência. Tudo isso seria uma derrota política histórica e atestado de incompetência dos governantes paulistano e paulista também. Melhor parar por aí então, com a discussão de um fato que, de fato, não deverá ocorrer. É totalmente improvável que cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte fiquem de fora.

Passemos então a abordar a escolha de qual deverá ser a arena a receber a(s) partida(s). Sendo uma delas, inclusive, o jogo de abertura do mundial. O Estádio do Morumbi hoje ainda é o principal nome apontado. A praça esportiva foi apontada pelo governo estadual como o local a receber os jogos nas apresentações para a FIFA, além de ter o projeto mais consistente. Porém o estádio ainda é colocado em dúvida, com afirmações de que a arena não se adequará a todas as exigências, além de haverem notícias de que um novo estádio pode ser construído na cidade, atendendo a outros interesses, diferentes dos que foram divulgados pelo projeto de candidatura da capital paulista, no qual o dinheiro público deverá ser destinado apenas para as obras de infraestrutura. Juca Kfouri falou sobre isso no post “O Morumbi subiu no telhado?” na última quinta-feira em seu blog.
No jornal O Estado de S. Paulo de hoje, a matéria no caderno de esportes fortalece o estádio como palco. Seguem trechos:
“O São Paulo garante que vai captar com parceiros todos os R$180 milhões previstos para a adequação da arena, que terá 62 mil lugares. A maior parte do valor será estinada à construção de uma vistosa cobertura, com material igual ao do Ninho do Pássaro em Pequim”.
“E a cidade já sai na frente. O São Paulo deve entregar até o fim do ano, a primeira etada de reformas do Morumbi. Todo o anel inferior será ocupado por camarotes e lojas, efetivando assim, o sonho de fazer do local uma espécie de shopping.”
“Segundo o arquiteto (Ruy Ohtake), seu ex-professor na Faculdade de Arquiterura e Urbanismo da USP (Vilanova Artigas) foi extremamente generoso na concepção do projeto do Morumbi, pensado na década de 1950 mas com uma visão muito moderna. “Sem todos aqueles espaços livres, seria impossível atender às exigências da FIFA. Algo semelhante não seria possível no Pacaembu, por exemplo.””
“O projeto inicial entregue para a FIFA em janeiro deste ano já foi modificado. Ohtake, a diretoria são-paulina e a cantidatura paulistana não receberão, portanto, com surpresa, a informação de que a FIFA exigirá mudanças no esboço que recebeu – o que não quer dizer que o estádio será vetado para o Mundial. Modificações nas áreas de imprensa e de convidados, entre outros, ainda não foram enviados à Zurique.”
O arquiteto Ruy Ohtake ainda reitera na matéria que o estádio são-paulino já atende 84% do que é exigido para o Mundial. O clube comemora o fato de que não terá necessidade de fechar o estádio para realizar as reformas, tendo em seu projeto o início das mudanças no anel intermediário no próximo ano, em 2011 as do setor superior e até dezembro de 2012 a entrega final do que deverá ser um “novo-velho” estádio de 54 anos, tendo até mesmo a prometida cobertura de todo o anel superior.
E você, o que acha? O Mundial deve ser realizado no Brasil? O estádio paulistano deve ser mesmo o do Morumbi ou um novo estádio deve ser construído? O Parque Antartica com as melhorias projetadas é opção? Essa discussão ainda vai longe e não deve termina nem mesmo depois que a Copa acabar.
Dentro dos boatos inimagináveis está o de que a cidade paulistana não receberá jogos da Copa do Mundo. Um absurdo com certeza. Se a cidade que tem a maior infraestrutura do país, com 42 mil quartos de hotel, 12.5 mil restaurantes e 32 mil táxis, além de 17 centros com certificação internacional na rede hospitalar, sendo dois deles (Albert Einstein e São Luiz) a cinco minutos do estádio favorito à escolha, o Cícero Pompeu de Toledo, não tiver capacidade de se adaptar-se às exigências da FIFA, os organizadores da edição brasileira do torneio podem começar a comprar os seus remédios para dor de cabeça. O projeto de ampliação de infraestrutura da cidade, que considera um investimento de R$27 bilhões, inclui o facilitamento do acesso ao estádio do Morumbi através do projeto de expansão do Metrô, o término do Rodoanel, a criação de estações de trem até os aeroportos de Cumbica e Congonhas, além do prolongamento de avenidas da zona sul e construção de túneis, como o que ligará a Rodovia Raposo Tavares à Marginal Pinheiros.
Dificilmente haverão outras cidades com melhor preparação para o evento do que a paulistana, e dessa forma, imaginar que doze cidades estarão melhor preparadas é no mínimo falta de coerência. Tudo isso seria uma derrota política histórica e atestado de incompetência dos governantes paulistano e paulista também. Melhor parar por aí então, com a discussão de um fato que, de fato, não deverá ocorrer. É totalmente improvável que cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte fiquem de fora.
Passemos então a abordar a escolha de qual deverá ser a arena a receber a(s) partida(s). Sendo uma delas, inclusive, o jogo de abertura do mundial. O Estádio do Morumbi hoje ainda é o principal nome apontado. A praça esportiva foi apontada pelo governo estadual como o local a receber os jogos nas apresentações para a FIFA, além de ter o projeto mais consistente. Porém o estádio ainda é colocado em dúvida, com afirmações de que a arena não se adequará a todas as exigências, além de haverem notícias de que um novo estádio pode ser construído na cidade, atendendo a outros interesses, diferentes dos que foram divulgados pelo projeto de candidatura da capital paulista, no qual o dinheiro público deverá ser destinado apenas para as obras de infraestrutura. Juca Kfouri falou sobre isso no post “O Morumbi subiu no telhado?” na última quinta-feira em seu blog.
No jornal O Estado de S. Paulo de hoje, a matéria no caderno de esportes fortalece o estádio como palco. Seguem trechos:
“O São Paulo garante que vai captar com parceiros todos os R$180 milhões previstos para a adequação da arena, que terá 62 mil lugares. A maior parte do valor será estinada à construção de uma vistosa cobertura, com material igual ao do Ninho do Pássaro em Pequim”.
“E a cidade já sai na frente. O São Paulo deve entregar até o fim do ano, a primeira etada de reformas do Morumbi. Todo o anel inferior será ocupado por camarotes e lojas, efetivando assim, o sonho de fazer do local uma espécie de shopping.”
“Segundo o arquiteto (Ruy Ohtake), seu ex-professor na Faculdade de Arquiterura e Urbanismo da USP (Vilanova Artigas) foi extremamente generoso na concepção do projeto do Morumbi, pensado na década de 1950 mas com uma visão muito moderna. “Sem todos aqueles espaços livres, seria impossível atender às exigências da FIFA. Algo semelhante não seria possível no Pacaembu, por exemplo.””
“O projeto inicial entregue para a FIFA em janeiro deste ano já foi modificado. Ohtake, a diretoria são-paulina e a cantidatura paulistana não receberão, portanto, com surpresa, a informação de que a FIFA exigirá mudanças no esboço que recebeu – o que não quer dizer que o estádio será vetado para o Mundial. Modificações nas áreas de imprensa e de convidados, entre outros, ainda não foram enviados à Zurique.”
O arquiteto Ruy Ohtake ainda reitera na matéria que o estádio são-paulino já atende 84% do que é exigido para o Mundial. O clube comemora o fato de que não terá necessidade de fechar o estádio para realizar as reformas, tendo em seu projeto o início das mudanças no anel intermediário no próximo ano, em 2011 as do setor superior e até dezembro de 2012 a entrega final do que deverá ser um “novo-velho” estádio de 54 anos, tendo até mesmo a prometida cobertura de todo o anel superior.
E você, o que acha? O Mundial deve ser realizado no Brasil? O estádio paulistano deve ser mesmo o do Morumbi ou um novo estádio deve ser construído? O Parque Antartica com as melhorias projetadas é opção? Essa discussão ainda vai longe e não deve termina nem mesmo depois que a Copa acabar.
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